domingo, 20 de novembro de 2022

Veja se você é médium-Continuação


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Você é um médium! Acha que não? E se eu disser que todos somos, em escala maior ou menor? Você que está nessa dúvida ou não acredita, sabe que você pode curar uma pessoa e ainda não se deu conta disso?

 Na matéria anterior eu trouxe uma afirmativa de que todos somos médiuns, segundo Allan Kardec e falei de quatro tipos de mediunidades que você poderia se encaixar em uma delas.

Em níveis diferentes, todos temos esse dom que Deus nos deu,porém, em graus diferentes.Uns são ostensivos e outros não. Às vezes, você tem um dom de curar uma pessoa, de ser a ponte de uma comunicação de um ente querido que se foi com um familiar aqui na terra e não sabe;não desenvolveu essa capacidade.

 Então, hoje, trago pra vocês os outros tipos de mediunidades segundo Allan Kardec:são médiuns inspirados,médiuns de pressentimentos,médiuns proféticos,médiuns escreventes ou psicógrafos e médiuns curadores.



  Médiuns inspirados


 Nestes médiuns, muito menos aparentes são do que nos outros os sinais exteriores da mediunidade; é toda intelectual e moral a ação que os Espíritos exercem sobre eles e se revela nas menores circunstâncias da vida, como nas maiores concepções.

 Sobretudo debaixo desse aspecto é que se pode dizer que todos são médiuns, porquanto ninguém há que não tenha Espíritos protetores e familiares a empregar todos os esforços por lhe sugerir salutares ideias.

 No inspirado, difícil muitas vezes se torna distinguir as ideias que lhe são próprias do que lhe é sugerido. A espontaneidade é principalmente o que caracteriza esta última.

Nos grandes trabalhos da inteligência é onde mais se evidencia a inspiração. Os homens de gênio, de todas as categorias, artistas, sábios, literatos, oradores, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes, por si mesmos, de compreender e conhecer grandes coisas; ora, precisamente porque são considerados capazes, é que os Espíritos que visam à execução de certos trabalhos lhes sugerem as ideias necessárias, de sorte que na maioria dos casos eles são médiuns sem o saberem.

 Têm, contudo, vaga intuição de uma assistência estranha, porquanto aquele que apela para a inspiração nada mais faz do que uma evocação. Se não esperasse ser atendido, por que exclamaria, como tão amiúde sucede: ‘Meu bom gênio, vem em meu auxílio!’



 Médiuns de pressentimentos

 Pessoas há que, em dadas circunstâncias, têm uma imprecisa intuição das coisas futuras. Essa intuição pode provir de uma espécie de dupla vista, que faculta se entrevejam as consequências das coisas presentes, mas, doutras vezes, resulta de comunicações ocultas, que fazem de tais pessoas uma variedade dos médiuns inspirados.

 Médiuns proféticos

 
 É igualmente uma variedade dos médiuns inspirados. Recebem, com a permissão de Deus e com mais precisão do que os médiuns de pressentimentos, a revelação das coisas futuras, de interesse geral, que eles recebem o encargo de tornar conhecidas aos homens, para lhes servir de ensinamento.

 De certo modo, o pressentimento é dado à maioria dos homens, para uso pessoal deles; o dom de profecia, ao contrário, é excepcional e implica a ideia de uma missão na Terra. 

Todavia, se há verdadeiros profetas, maior é o número dos falsos, que tomam os devaneios da sua imaginação como revelações, quando não são velhacos que por ambição se fazem passar como profetas. “O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus.

 Podeis reconhecê-lo pelas suas palavras e pelos seus atos. Impossível é que Deus se sirva da boca do mentiroso para ensinar a verdade” (O livro dos espíritos, questão. 624).
                                              

 Médiuns escreventes ou psicógrafos

  Essa denominação é dada às pessoas que escrevem sob a influência dos Espíritos. Assim como um Espírito pode atuar sobre os órgãos vocais de um médium falante e fazê-lo pronunciar palavras, também pode servir-se da sua mão para fazê-lo escrever.

 A mediunidade psicográfica apresenta três variedades bem distintas: os médiuns mecânicos, os intuitivos e os semimecânicos. Com o médium mecânico, o Espírito lhe atua diretamente sobre a mão, impulsionando-a.

 O que caracteriza este gênero de mediunidade é a inconsciência absoluta, por parte do médium, do que sua mão escreve.

O movimento desta independe da vontade do escrevente;movimenta-se sem interrupção, a despeito do médium, enquanto o Espírito tem alguma coisa a dizer, e para desde que este último haja concluído.

 Com o médium intuitivo, à transmissão do pensamento serve de intermediário o Espírito do médium. O outro Espírito, nesse caso, não atua sobre a mão para movê-la, atua sobre a alma, identificando-se com ela e imprimindo-lhe sua vontade e suas ideias.

 A alma recebe o pensamentomdo Espírito comunicante e o transcreve. Nesta situação, o médium escreve voluntariamente e tem consciência do que escreve, embora não grafe seus próprios pensamentos. 

Torna-se frequentemente difícil distinguir o pensamento do médium do que lhe é sugerido, o que leva muitos médiuns deste gênero a duvidar da sua faculdade.

 Podem reconhecer-se os pensamentos sugeridos pelo fato de não serem nunca preconcebidos; eles surgem à proporção que o médium vai escrevendo e não raro são opostos à ideia que este previamente concebera.

 Podem mesmo estar fora dos conhecimentos e da capacidade do médium. Há grande analogia entre a mediunidade intuitiva e a inspiração; a diferença consiste em que a primeira se restringe quase sempre a questões de atualidade e pode aplicar-se ao que esteja fora das capacidades intelectuais do médium; por intuição, pode este último tratar de um assunto que lhe seja completamente estranho.

 A inspiração se estende por um campo mais vasto e geralmente vem em auxílio das capacidades e das preocupações do Espírito encarnado.

 Os traços da mediunidade são, de regra, menos evidentes. O médium semimecânico, ou semi-intuitivo participa dos outros dois gêneros. No médium puramente mecânico, o movimento da mão independe da sua vontade; no médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo.

 O médium semimecânico sente na mão uma impulsão dada mau grado seu, mas ao mesmo tempo tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. Com o primeiro, o pensamento vem depois do ato de escrever; com o segundo, precede-o; com o terceiro, acompanha-o.

 Não sendo o médium mais do que um instrumento que recebe e transmite o pensamento de um Espírito estranho, que obedece à impulsão mecânica que lhe é dada, nada há que ele não possa fazer fora do campo de seus conhecimentos, se possui a maleabilidade e a aptidão mediúnica necessárias.

 Assim é que há médiuns desenhistas, pintores, músicos, versejadores, embora estranhos às artes do desenho, da pintura, da música e da poesia; médiuns iletrados, que escrevem sem saber ler, nem escrever, médiuns polígrafos, que reproduzem escritas de diversos gêneros e, algumas vezes, com perfeita exatidão, a que o Espírito tinha quando encarnado; médiuns poliglotas, que escrevem ou falam em línguas que lhes são desconhecidas etc. 

  Médiuns curadores


 Consiste a mediunidade desta espécie na faculdade que certas pessoas possuem de curar pelo simples contato, pela imposição das mãos, pelo olhar, por um gesto, mesmo sem o concurso de qualquer medicamento.

 Semelhante faculdade incontestavelmente tem o seu princípio na força magnética; difere desta, entretanto, pela energia e instantaneidade da ação ao passo que as curas magnéticas exigem um tratamento metódico, mais ou menos longo. 

Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, se sabem proceder convenientemente; dispõem da ciência que adquiriram. Nos médiuns curadores, a faculdade é espontânea e alguns a possuem sem nunca ter ouvido falar de magnetismo.

 A faculdade de curar pela imposição das mãos deriva evidentemente de uma força excepcional de expansão, mas diversas causas concorrem para aumentá-la, entre as quais são de colocar-se, na primeira linha: a pureza dos sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o desejo ardente de proporcionar alívio, a prece fervorosa e a confiança em Deus; numa palavra: todas as qualidades morais.

 A força magnética é puramente orgânica; pode, como a força muscular, ser partilha de toda gente, mesmo do homem perverso, mas só o homem de bem se serve dela exclusivamente para o bem, sem ideias ocultas de interesse pessoal, nem de satisfação de orgulho ou de vaidade.

 Mais depurado, o seu fluido possui propriedades benfazejas e reparadoras, que não pode ter o do homem vicioso ou interesseiro. Todo efeito mediúnico, como já foi dito, resulta da combinação dos fluidos que emitem um Espírito e um médium.

 Pela sua conjugação esses fluidos adquirem propriedades novas, que separadamente não teriam, ou, pelo menos, não teriam no mesmo grau. A prece, que é uma verdadeira evocação, atrai os bons Espíritos, sempre solícitos em secundar os esforços do homem bem-intencionado; o fluido benéfico dos primeiros se casa facilmente com o do segundo, ao passo que o do homem vicioso se junta ao dos maus Espíritos que o cercam.

 O homem de bem, que não dispusesse da força fluídica, pouca coisa conseguiria fazer por si mesmo, só lhe restando apelar para a assistência dos Espíritos bons, pois quase nula seria a sua ação pessoal; uma grande força fluídica, aliada à maior soma possível de qualidades morais, pode operar, em matéria de curas, verdadeiros prodígios. 

 A ação fluídica, ademais, é poderosamente secundada pela confiança do doente, e Deus quase sempre lhe recompensa a fé, concedendo-lhe o bom êxito. 

 Somente a superstição pode emprestar qualquer virtude a certas palavras e unicamente Espíritos ignorantes ou mentirosos podem alimentar semelhantes ideias, prescrevendo fórmulas.

Pode, entretanto, acontecer que, para pessoas pouco esclarecidas e incapazes de compreender as coisas puramente espirituais, o uso de uma fórmula de prece ou de determinada prática contribua a lhes infundir confiança.

 Nesse caso, porém, não é na fórmula que está a eficácia, e sim na fé que aumentou com a ideia ligada ao emprego da fórmula.

 Não se devem confundir os médiuns curadores com os médiuns receitistas, que são simples médiuns escreventes, cuja especialidade consiste em servirem mais facilmente de intérpretes aos Espíritos para as prescrições médicas; absolutamente mais não fazem que transmitir o pensamento do Espírito, sem exercerem, de si mesmos, nenhuma influência.


FONTE: O livro dos médiuns-Allan Kardec


quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Quer saber se você é médium?


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Médiuns são pessoas aptas a sentir a influência dos Espíritos e a transmitir os pensamentos destes.
Toda pessoa que, num grau qualquer, experimente a influência dos Espíritos é, por esse simples fato, médium.

 Essa faculdade é inerente ao homem e, por conseguinte, não constitui privilégio exclusivo, donde se segue que poucos são os que não possuam um rudimento de tal faculdade.

 Pode-se, pois, dizer que toda gente, mais ou menos, é médium. Contudo, segundo o uso, esse qualificativo só se aplica àqueles em quem a faculdade mediúnica se manifesta por efeitos ostensivos, de certa intensidade.

O fluido perispirítico é o agente de todos os fenômenos espíritas, que só se podem produzir pela ação recíproca dos fluidos que emitem o médium e o Espírito.

 O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansiva do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelo dos Espíritos; depende,portanto, do organismo e pode ser desenvolvida quando exista o princípio; não pode, porém, ser adquirida quando o princípio não exista.

 A predisposição mediúnica independe do sexo, da idade e do temperamento. Há médiuns em todas as categorias de indivíduos, desde a mais tenra idade, até a mais avançada.

 As relações entre os Espíritos e os médiuns se estabelecem pormeio dos respectivos perispíritos, dependendo a facilidade dessas relações do grau de afinidade existente entre os dois fluidos. Alguns há que se combinam facilmente, enquanto outros se repelem, donde se segue que não basta ser médium para que uma pessoa se comunique indistintamente com todos os Espíritos.

 Há médiuns que só com certos Espíritos podem comunicar-se ou com Espíritos de certas categorias, e outros que não o podem a não ser pela transmissão do pensamento, sem qualquer manifestação exterior.

 Por meio da combinação dos fluidos perispiríticos o Espírito, por assim dizer, se identifica com a pessoa que ele deseja influenciar; não só lhe transmite o seu pensamento, como também chega a exercer sobre ela uma influência física, fazê-la agir ou falar à sua vontade, obrigá-la a dizer o que ele queira, servir-se, numa palavra, dos órgãos do médium, como se seus próprios fossem.

 Pode, enfim, neutralizar a ação do próprio Espírito da pessoa influenciada e paralisar-lhe o livre-arbítrio. Os bons Espíritos se servem dessa influência para o bem, e os maus para o mal.

 Podem os Espíritos manifestar-se de uma infinidade de maneiras, mas não o podem senão com a condição de acharem uma pessoa apta a receber e transmitir impressões deste ou daquele gênero, segundo as aptidões que possua.

 Ora, como não há nenhuma que possua no mesmo grau todas as aptidões, resulta que umas obtêm efeitos que a outras são impossíveis. Dessa diversidade de aptidões decorre que há diferentes espécies de médiuns.

 Nem sempre é necessária a intervenção da vontade do médium. O Espírito que quer manifestar-se procura o indivíduo apto a receber-lhe a impressão e dele se serve, muitas vezes a seu mau grado.

 Outras pessoas, ao contrário, conscientes de suas faculdades, podem provocar certas manifestações. Daí duas categorias de médiuns: médiuns inconscientes e médiuns facultativos

No caso dos primeiros, a iniciativa é dos Espíritos; no segundo, é dos médiuns.

 Os médiuns facultativos só se encontram entre pessoas que têm conhecimento mais ou menos completo dos meios de comunicação com os Espíritos, o que lhes possibilita servir-se, por vontade própria, de suas faculdades; os médiuns inconscientes, ao contrário, existem entre as que nenhuma ideia fazem do Espiritismo, nem dos Espíritos, até mesmo entre as mais incrédulas e que servem de instrumento, sem o saberem e sem o quererem.

 Os fenômenos espíritas de todos os gêneros podem operar-se por influência destes últimos, que sempre existiram, em todas as épocas e no seio de todos os povos.

 A ignorância e a credulidade lhes atribuíram um
poder sobrenatural e, conforme os tempos e os lugares, fizeram deles santos, feiticeiros, loucos ou visionários.

 O Espiritismo mostra que com eles apenas se dá a manifestação espontânea de uma faculdade natural. 

Entre as diferentes espécies de médiuns, distinguem-se principalmente: os de efeitos físicos; os sensitivos ou impressivos; os audientes, falantes, videntes, inspirados, sonambúlicos, curadores, escreventes ou psicógrafos. Aqui unicamente trataremos das espécies essenciais.
                                                      


 Médiuns de efeitos físicos


  São os mais aptos, especialmente, à produção de fenômenos materiais, como o movimento de corpos inertes, os ruídos, a deslocação, o levantamento e a translação de objetos etc. Estes fenômenos podem ser espontâneos ou provocados.

 Em todos os casos, exigem o concurso voluntário ou involuntário de médiuns dotados de faculdades especiais.

 Em geral, têm por agentes Espíritos de ordem inferior, uma vez que os Espíritos elevados só se preocupam com comunicações
inteligentes e instrutivas.

 Médiuns sensitivos ou impressivos – Dá-se esta denominação às pessoas suscetíveis de pressentir a presença dos Espíritos, por impressão vaga, um como ligeiro atrito em todos os membros, fato que não logram explicar.

 Tal sutileza pode essa faculdade adquirir, que aquele que a possui reconhece, pela impressão que experimenta, não só a natureza, boa ou má, do Espírito que lhe está ao lado, mas também a sua individualidade, como o cego reconhece instintivamente a aproximação de tal ou tal pessoa.

 Um Espírito bom causa sempre uma impressão branda e agradável; a de um Espírito mau, ao contrário, é penosa, aflitiva e desagradável: há um como cheiro de impureza.

 Médiuns audientes


  Esses ouvem os Espíritos; é, algumas vezes, como se escutassem uma voz interna que lhes ressoasse no foro íntimo; doutras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva.

 Os médiuns audientes também podem conversar com os Espíritos. Quando se habituam a comunicar-se com certos Espíritos, eles os reconhecem imediatamente pelo som da voz.

 Aquele que não é médium audiente pode comunicar-se com um Espírito por via de um médium audiente que lhe transmite as palavras.

 Médiuns falantes


  Os médiuns audientes, que nada mais fazem do que transmitir o que ouvem, não são propriamente médiuns falantes, os quais, as mais das vezes, nada ouvem.

 Com eles, o Espírito atua sobre os órgãos da palavra, como atuam sobre a mão dos médiuns escreventes. Querendo comunicar-se, o Espírito se serve do órgão que acha mais maleável: nde um, utiliza-se da mão; de outro, da palavra; de um terceiro, da audição.

 Em geral, o médium falante se exprime sem ter consciência do
que diz e diz amiúde coisas inteiramente fora do âmbito de suas ideias habituais, de seus conhecimentos e, até, fora do alcance da sua inteligência.

 Não é raro verem-se pessoas iletradas e de inteligência vulgar expressar-se, em tais momentos, com verdadeira eloquência e tratar, com incontestável superioridade, de questões sobre as quais seriam incapazes de emitir, no estado ordinário, uma opinião.

 Se bem esteja perfeitamente acordado quando exerce a sua faculdade, raro é que o médium falante guarde lembrança do que disse. Nem sempre, porém, é integral a sua passividade.

 Alguns há que têm intuição do que dizem, no próprio instante em que proferem as palavras.

 Estas, no médium falante, são o instrumento de que se serve o Espírito com quem uma pessoa estranha pode entrar em comunicação, do mesmo modo que o pode fazer com o concurso de um médium audiente.

 Entre o médium falante e o médium audiente, há a diferença de que este fala voluntariamente para repetir o que ouve, ao passo que o outro fala involuntariamente.

 Médiuns videntes


  Dá-se esta qualificação às pessoas que, em estado normal e perfeitamente despertas, gozam da faculdade de ver os Espíritos.

 A possibilidade de vê-los em sonho resulta, sem contestação, de  uma espécie de mediunidade, mas não são médiuns videntes propriamente ditos.

 Expusemos a teoria deste fenômeno no capítulo: Visões e aparições de O livro dos médiuns. São muito frequentes as aparições dos Espíritos às pessoas que os amaram, ou os conheceram na Terra.

 Conquanto os que costumam tê-las possam ser considerados médiuns videntes, esta denominação, em regra, só é dada aos que gozam, de modo mais ou menos permanente, da faculdade
de ver quase que todos os Espíritos.

 Nesse número, há os que apenas veem os Espíritos que são evocados e que eles conseguem descrever com minuciosa exatidão.

 Descrevem-lhes os gestos com todos os pormenores, os traços fisionômicos, o vestuário e até os sentimentos de que parecem animados.

 Há outros em quem essa faculdade revela caráter ainda mais geral: são os que veem toda a população espírita ambiente a movimentar-se, como se tratasse, poder-se-ia dizer, de seus negócios.

 Esses médiuns nunca estão sós; cerca-os sempre uma sociedade a cuja escolha podem proceder, livremente, porquanto podem, pela ação da vontade própria, afastar os Espíritos que lhes não convenha ter próximos de si, ou atrair os que lhes são simpáticos.

 Médiuns sonambúlicos


 Pode-se considerar o sonambulismo como uma variedade da faculdade mediúnica ou, antes, são duas ordens de fenômenos que frequentemente se encontram ligados.


 O sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; sua própria alma é que, em momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos.


 O que ele exprime haure-o de si mesmo; suas ideias são, em geral, mais justas do que no estado normal, mais extensos os seus conhecimentos, porque livre se lhe acha a alma. Em suma, ele vive antecipadamente a vida dos Espíritos.


 O médium, ao contrário, é instrumento de uma inteligência estranha; é passivo e o que diz não vem do seu próprio eu.


 Em resumo: o sonâmbulo externa seus próprios pensamentos e o médium exprime os de outrem. Mas o Espírito que se comunica com um médium qualquer também pode comunicar-se com um sonambúlico.


 Éaté frequente o estado de emancipação da alma, durante o sonambulismo, tornar mais fácil essa comunicação.


 Muitos sonâmbulos veem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com tanta precisão, como os médiuns videntes; podem conversar com eles e transmitir-nos seus pensamentos; se o que dizem está fora do âmbito de seus conhecimentos pessoais, é que outros Espíritos lhes sugerem.


Fonte: O livro dos Médiuns-Allan Kardec

sábado, 12 de novembro de 2022

A assombração na casa das irmãs Fox

                                                

                                    

            A assombração na casa das irmãs Fox.Clique aqui  


Você acredita em assombração? Já pensou você está dormindo e acordar com o arrastar de móveis,objetos caindo, batidas insistentes e quando você vai verificar está tudo normal, como se nada tivesse acontecido?

  Olá pessoal, seja bem ao meu blog Espiritualidade em foco. Sou Gessé e hoje tou trazendo aqui uma história muito intrigante,assustadora, e que faz parte do pioneirismo do espiritismo. Em 1874, a família Fox protagonizou um caso que marcou a história do espiritismo.

 Na casa alugada pela família Fox em um vilarejo típico de Nova Iorque, estranhos ruídos e sons começaram a serem ouvidos pela família como o arrastar dos móveis, arranhões e batidas tão intensas que tiravam o sono das irmãs Margaret com 14 anos e Kate de 11 anos.

 Na tentativa de entender os fenômenos, as irmãs Fox desenvolveram um diálogo direto com o espírito que procurava uma forma de se comunicar com os vivos e ajudava a desvendar o mistério de sua própria morte.O diálogo era mais ou menos assim:

Uma das irmãs interagindo com o espírito falava:

“Agora conte cinco,” ela ordenou, e a sala tremeu com o som de cinco pancadas pesadas.

“Conte quinze,” ela comandou, e a presença misteriosa obedeceu. Em seguida, pediu que informasse a idade do vizinho; trinta e três pancadas distintas se seguiram.

“Se você é um espírito ferido, manifeste isso por três batidas”.-Ela continuou.

E isso aconteceu.Três batidas foram ouvidas.

Como disse, essa é uma das histórias que fizeram parte do início do espiritismo codificado por Allan Kardec.

Todo tipo de manifestação espírita que acontecia nas regiões e até em outros países kardec estava lá, pesquisando com todo empenho e seriedade pra ter certeza que não era engodo.Sempre foi um cientista respeitado na pesquisa do espiritismo.

Em 11 de dezembro de 1847, a família Fox, de origem canadense, instalou-se em uma casa modesta na povoação de Hydesville, no estado de Nova Iorque, distante cerca de trinta quilômetros da cidade de Rochester.

O nome da família Fox origina-se do sobrenome "Voss", depois "Foss" e finalmente "Fox". Eram de origem alemã, por parte paterna; e francesa, holandesa e inglesa, por parte materna.

O grupo compunha-se do chefe da família, Sr. John D. Fox, da esposa Sra. Margareth Fox e de mais duas filhas: Kate, com 11 e Margareth, com 14 anos de idade.

 O casal possuía mais filhos e filhas. Entre estas, Leah, mais velha, que morava em Rochester, onde lecionava música.

 Devido aos seus casamentos, foi sucessivamente conhecida como Sra. Fish, Sra. Brown e Sra. Underhill. Leah escreveria um livro,  no qual faz referência às supostas faculdades paranormais de seus ancestrais.

Inicialmente, apenas Margareth e Kate tomaram parte nos acontecimentos. Posteriormente, Leah juntou-se a elas e teve participação ativa nos episódios subsequentes ao de Hydesville.                             


Os acontecimentos de Hydesville

Em 1848, as duas irmãs mais novas - Catherine (Kate, na época com 10 anos) e Margaret (Maggie, na época com 14 anos) - moravam numa casa de Hydesville, no estado de Nova Iorque, com seus pais.

 A casa já possuía uma reputação de ser mal-assombrada, mas foi a partir de março que a família começou a se assustar com sons de origem desconhecida que incluíam ruídos de batidas e de mobília se movendo.

Em 1888, Margaret revelou de onde vinham as misteriosas batidas:

"Quando nos deitávamos à noite, costumávamos amarrar uma maçã a um barbante e subir e descer o barbante, fazendo a maçã bater no chão, ou então soltávamos a maçã no piso, fazendo um ruído estranho cada vez que ela quicava.

 Nossa mãe escutou os ruídos por algum tempo. Ela não entendia e não suspeitava que seríamos capazes de fazer esse truque porque éramos tão jovens".

Durante a noite do dia 31 de março, Kate teria "desafiado" o autor invisível dos ruídos, que presumiam ser um espírito, a imitar seus estalos de dedos.

 "Ele" o fez. Então pediram que "ele" batesse as idades das meninas. "Ele" o fez. Os vizinhos foram chamados e, ao longo dos dias subsequentes, desenvolveram um código onde as batidas podiam significar sim ou não, em resposta a uma pergunta, ou podia ser usado para indicar uma letra do alfabeto.

Posteriormente, a suposta entidade alegou ser o espírito de um mascate chamado Charles B. Rosna, que teria sido assassinado cinco anos antes e enterrado no porão. Não há relato de nenhuma pessoa desaparecida com este nome.

Margaret Fox, posteriormente, contou que:

"Eles, [os vizinhos], acreditavam que alguém havia sido assassinado na casa. Eles perguntavam aos espíritos sobre isso e nós respondíamos com uma batida para responder 'sim,' não três como passamos a fazer depois disso.

 Os vizinhos concluíram que o homicídio devia ter ocorrido dentro da casa. Eles procuraram toda a região pelos nomes das pessoas que haviam morado na casa.

 Finalmente, eles encontraram um homem chamado Bell, e afirmaram que este pobre homem inocente teria cometido um assassinato na casa e que os ruídos vinham do espírito da pessoa assassinada. O pobre Bell passou a ser evitado e visto como um homicida por toda a comunidade."

As escavações na adega

Através de combinação alfabética com as pancadas produzidas, as irmãs Fox teriam obtido a identidade daquele que supostamente produzia os sons.

 Tratar-se-ia de um mascate de nome Charles B. Rosma, o qual tinha trinta e um anos quando, quatro anos antes, teria sido assassinado naquela casa e enterrado na adega.

 O assassino teria sido um antigo inquilino o que, pela data, levou a deduzir que o crime poderia ter sido cometido pelo Sr. Bell.

 Os mais interessados em esclarecer o caso resolveram escavar a adega, visando encontrar os despojos do suposto assassinado.

As escavações não levaram a quaisquer resultados uma vez que não foram encontrados quaisquer indícios de restos mortais. Por essa razão foram suspensas.

Em 1904, restos mortais foram encontrados na adega quando uma parede falsa desmoronou. O Boston Journal publicou em 22 de novembro de 1904 uma matéria afirmando ter sido encontrado o corpo do suposto mascate.

 No entanto, a polícia não abriu inquérito na época, já que um médico que examinou os ossos descobriu se tratar de apenas fragmentos de ossos sem coerência, incluindo ossos de galinha, e concluiu tratar-se de alguém pregando uma peça.

 Alguns anos depois, passaram a afirmar que os restos haviam sido encontrados juntamente com uma maleta metálica na adega, embora não haja menção da maleta nas primeiras notícias do achado.

 Os ossos e a maleta se encontram hoje no Museu de Lily Dale. O investigador Joe Nickell concluiu, após examinar a maleta e a origem dos ossos, que se tratava de mais uma farsa. Parte dos ossos foi identificada como sendo de animais.

 Nunca houve confirmação da existência do suposto mascate ou de alguém com nome parecido. Além disto, a suposta parede falsa na verdade se tratava de uma expansão da fundação, e não do esconderijo de uma cova secreta.

O movimento espiritualista se espalhou

As duas meninas, Margareth e Kate, foram afastadas de sua casa, pois se suspeitava que os fenômenos fossem ligados sobretudo à sua presença.

 Margareth passou a morar com o seu irmão David Fox. Kate mudou-se para Rochester, onde ficou em casa de sua irmã Leah, então casada e agora Sra.

 Fish. Entretanto, os ruídos insistiam em acompanhar as irmãs Fox; onde quer que elas se encontrassem, registravam-se os fenômenos.

 Agora se observava mesmo uma espécie de contágio, pois, Leah Fish, a irmã mais velha, passou a apresentar também fenômenos mediúnicos. Em pouco tempo, começaram a ser observados no seio de outras famílias. Como consta no livro História do Espiritismo:

"Era como uma nuvem psíquica, descendo do alto e se mostrando nas pessoas suscetíveis. Sons idênticos foram ouvidos em casa do Reverendo A. H. Jervis, ministro metodista residente em Rochester.

 Poderosos fenômenos físicos irromperam na família do Diácono Hale, de Greece, cidade vizinha de Rochester. Pouco depois a Sra. Sarah A. Tamlin e a Sra. Benedict de Auburn, desenvolveram notável mediunidade (...)."

O movimento espalhou-se mais tarde pelo mundo, conforme fora afirmado em uma das primeiras comunicações através das irmãs Fox. As próprias forças invisíveis teriam insistido para que se fizessem reuniões públicas onde elas pudessem manifestar-se ostensivamente.

As irmãs viveram por cerca de 10 anos relacionadas com o fenômeno espiritualista, principalmente realizando apresentações dos seus poderes mediúnicos.

 Nas primeiras dessas apresentações, membros da platéia conhecidos na sociedade e incrédulos eram convidados a examinar as irmãs e verificar a ausência de quaisquer equipamentos ou montagens que pudessem ser usados.

Por conveniência, porém, cada vez mais as irmãs aderiam à apresentações e caminhos individuais no uso de sua suposta mediunidade.

 Em 1858, por conta dos seus casamentos, Maggie e Leah retiraram-se da militância espiritualista, ficando apenas Kate como expoente médium da família.

Além de batidas, outros supostos tipos de mediunidade que Kate possuía eram a capacidade de produzir luzes espirituais, escrita direta, aparecimento de formas materializadas e poltergeist.

Nos anos 1870 o proeminente cientista Sir William Crookes fez vários experimentos com diversos médiuns, incluindo Kate, e concluiu que ela realmente tinha tais capacidades mediúnicas.

 No entanto, Crookes era descrito como crédulo, e diversos dos médiuns que ele investigou e atestou autenticidade foram pegos usando truques.

Confissão

Em 1851, a Sra. Norman Culver, parente da família Fox, admitiu em uma declaração assinada que as havia ajudado durante as sessões, tocando-as para indicar quando as batidas deveriam ser feitas.

 Ela também afirmou que Kate e Margaret revelaram a ela o método de produzir os raps estalando os dedos dos pés e usando os joelhos e tornozelos.

Ao longo dos anos, as irmãs Kate e Margaret desenvolveram sérios problemas com alcoolismo.

 Por volta de 1888, elas se envolveram em uma briga com sua irmã Leah e outros importantes espíritas, que estavam preocupados que Kate estava bebendo muito para cuidar adequadamente de seus filhos.

 Ao mesmo tempo, Margaret, contemplando um retorno à fé católica romana, se convenceu de que seus poderes eram diabólicos.

 Ansiosas por prejudicar Leah o máximo possível, as duas irmãs viajaram para a cidade de Nova York, onde um repórter ofereceu US$ 1 500 se elas "expusessem" seus métodos e lhe dessem uma exclusividade na história.

 Margaret apareceu publicamente na New York Academy of Music em 21 de outubro de 1888, com Kate presente. Diante de uma audiência de 2 000 pessoas, Margaret demonstrou como ela poderia produzir - à vontade - raps audíveis em todo o teatro.

 Médicos da plateia subiram ao palco para verificar se o estalo nas juntas dos dedos dos pés era a fonte do som.

Margaret contou sua história sobre as origens das misteriosas "batidas" em uma confissão assinada dada à imprensa e publicada no New York World em 21 de outubro de 1888. Nele, ela explicou os eventos de Hydesville.       


Ela explicou sobre sua carreira como médium depois de deixar sua casa para começar suas viagens espíritas com sua irmã mais velha, a Sra. Underhill:

"A Sra. Underhill, minha irmã mais velha, levou Katie e eu para Rochester. Foi aí que descobrimos uma nova maneira de fazer as batidas.

 Minha irmã Katie foi a primeira a descobrir que por esfregar os dedos podia produzir certo ruído com as juntas e que o mesmo efeito podia ser produzido com os artelhos.

 Descobrindo que podíamos criar ruídos com nossos pés - primeiro com um pé, depois com ambos - praticamos até poder fazer isso com facilidade quando a sala estava às escuras.

 Ninguém suspeitava de que fosse um truque nosso pois éramos crianças ainda tão novas... todos os vizinhos julgavam que havia algo, e desejaram descobrir do que se tratava. Estavam convencidos de que alguém havia sido assassinado na casa.

 Perguntaram-nos a respeito, e praticávamos as pancadas, sendo uma para "sim", três para "não", como passamos fazer daí por diante. Nada sabíamos sobre espiritualismo então. O assassinato, concluíram, devia ter sido cometido na casa.

 Finalmente, encontraram um homem chamado Bell e disseram que o pobre inocente havia cometido um assassinato na casa, e que aqueles sons procediam dos espíritos das pessoas assassinadas.

 O pobre Bell passou a ser evitado e visto como assassino por toda a comunidade. No que tange a espíritos, nem eu nem minha irmã pensávamos a respeito disso... 

Tenho visto tanto engano danoso que estou disposta a prestar assistência o quanto puder e positivamente declarar que o espiritualismo é uma fraude da pior descrição. Faço isso perante Deus, e minha ideia é denunciá-lo...

 Estou convicta de que esta declaração, partindo solenemente de mim, a primeira e mais bem sucedida nesse engano, romperá a força do rápido crescimento do espiritualismo e comprovará ser tudo uma fraude, hipocrisia e engano."

No mesmo periódico, em 10 de outubro de 1888, Kate disse:

"O espiritualismo é fraude do princípio ao fim. É a maior impostura do século. Não sei se ela já lhe disse isso, mas Maggie e eu começamos quando éramos crianças muito pequeninas, pequenas e inocentes demais para compreendermos o que fazíamos.

 Nossa irmã Leah contava vinte e três anos mais que nós, Iniciadas no caminho do engano e encorajadas a isso, continuamos, é claro.

 Outros, com bastante idade para se envergonharem de tal infâmia, apresentaram-nos ao mundo. Minha irmã Leah publicou um livro intitulado O Elo que faltava ao Espiritualismo. Pretende contar a verdadeira história do movimento, tanto quanto se originou conosco.

 Ora, só há no livro falsidade do início ao fim. Salvo o fato de que foi Horace Greeley que me educou. O restante é uma cadeia de mentiras."

Ela também escreveu:

"Muitas pessoas, ao ouvirem as batidas, imaginam de imediato que os espíritos estão as tocando. É uma ilusão muito comum.

 Algumas pessoas muito ricas vieram me ver há alguns anos quando eu morava na rua 42 e eu fiz algumas batidas para elas.

 Fiz o espírito bater na cadeira e uma das senhoras gritou: 'Eu sinto o espírito batendo no meu ombro.' Claro, isso foi pura imaginação."

Quando perguntada sobre às manifestações de Hydesville em 1848 e aos ossos encontrados na adega, respondeu: "Tudo fraude, sem exceção. Contudo, Maggíe e eu somos as fundadoras do espiritualismo!"

E continuou:

"Debaixo do nome dessa terrível, horrorosa hipocrisia — o espiritualismo — tudo que há de impróprio, mau e imoral é praticado. Vão tão longes a ponto de terem o que chamam 'filhos espirituais'! Pretendem algo como a Imaculada Conceição!

 Coisa alguma poderia ser mais blasfematória, mais nojenta, mais altamente fraudulenta! Em Londres, fui disfarçada, a uma sessão privada em casa de um homem rico. Vi uma chamada 'materialização'.

 O efeito foi obtido por meio de papel luminoso cujo brilho se refletia sobre o refletor. A figura assim exibida era a de uma mulher – virtualmente um nu; envolvia-a uma gaze transparente. O rosto apenas se achava oculto.

 Era essa uma das sessões a que são admitidos alguns amigos privilegiados, não 'crentes', de espíritas 'crentes há, porém, outras sessões a que só são admitidos os mais provados e fiéis; aí ocorrem as coisas mais vergonhosas, que rivalizam com as saturnálias secretas dos antigos romanos. Não posso descrever-lhe essas coisas, porque não ousaria."

Harry Houdini, o mágico que dedicou grande parte de sua vida para desmascarar as afirmações espiritualistas, forneceu este insight:

"Quanto à ilusão do som. As ondas sonoras são desviadas assim como as ondas de luz são refletidas pela intervenção de um meio adequado e, sob certas condições, é difícil localizar sua fonte.

 Stuart Cumberland me contou sobre um teste interessante para provar a incapacidade de uma pessoa vendada em rastrear o som até sua fonte. É extremamente simples; basta clicar duas moedas sobre a cabeça da pessoa vendada."

Mais tarde, Margaret, desmentiu toda essa confissão que fez.Até hoje não se sabe o porque que ela fez essa confissão falsa, se a pedido de alguma instituição religiosa,ou alguém pagou a ela para mentir.

Pressionada pelo movimento espiritualista e por sua terrível situação financeira, Margaret retratou sua confissão por escrito em novembro de 1889, cerca de um ano após sua exposição.

 Ela havia tentado retornar às apresentações espíritas, mas nunca mais atraiu a atenção ou a clientela das carreiras anteriores das irmãs. Em poucos anos, as duas irmãs morreram na pobreza, evitadas por ex-apoiadores.






                                 

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Confirmação de vida no planeta vênus.

                                                          


              Confirmação de vida no planeta vênus. Clique aqui  


O planeta Vênus é o ponto intermediário entre Mercúrio e Júpiter. Seus habitantes têm a mesma conformação física que vós. A maior ou menor beleza e idealidade nas formas é a única diferença entre os seres criados.

 Em Vênus, a sutileza do ar, comparável à das altas montanhas, o torna impróprio aos vossos pulmões. As doenças aí são ignoradas. Seus habitantes só se nutrem de frutas e laticínios. Eles ignoram o bárbaro costume de alimentar-se de cadáveres de animais, ferocidade só existente nos planetas inferiores.

 Em consequência, as grosseiras necessidades do corpo são aniquiladas e o amor se reveste de todas as paixões e de todas as perfeições apenas sonhadas na Terra.
Como na aurora, em que as formas se revestem indecisas e envoltas no vapor da manhã, a perfeição da alma, quase completa, tem os desconhecimentos e os desejos da infância feliz. A própria Natureza reveste a graça da felicidade velada.

 Suas formas moles e arredondadas não têm a violência e a agressividade dos sítios terrenos; o mar, profundo e calmo, ignora as tempestades; as árvores jamais se curvam sob a pressão da tempestade e o inverno não as despoja de sua verdura; nada é ruidoso; tudo sorri, tudo é suave. Os costumes, marcados de quietude e ternura, não necessitam de repressão para se manterem puros e fortes.

A forma política reveste a expressão da família. Cada tribo ou aglomeração de indivíduos tem seu chefe, eleito por faixa de idade. A velhice aí é o apogeu da dignidade humana, porque se aproxima do fim desejado. Isenta de doenças e feiúra, é calma e radiante como bela tarde de outono.

A indústria terrena, aplicada à inquieta busca do bem-estar material, é simplificada e quase desaparece nas regiões superiores, onde não tem razão de ser. As artes sublimes a substituem e adquirem um desenvolvimento e uma perfeição que os vossos sentidos grosseiros não podem imaginar.

A vestimenta é uniforme. Grandes túnicas brancas envolvem o corpo com suas pregas harmoniosas, mas não o desnaturam. Tudo é fácil a esses que só desejam a Deus e que, despojados de interesses grosseiros, vivem com simplicidade e são quase luminosos.

Considerações do planeta Vênus pelo o espírito de Georges.

SOCIEDADE DE PARIS, 27 DE JUNHO DE 1862 MÉDIUM: SR. COSTEL


Perguntas e respostas, entrevistado: o espírito de Georges:


PERG ─ Por vosso médium predileto fizestes uma descrição de Vênus. Estamos encantados com a sua concordância com o que já nos foi dito, posto que com menor precisão. Rogaríamos que a completásseis, respondendo a algumas perguntas. Para começar, dizei como tendes conhecimento desse mundo. 


RESP ─ Sou errante, mas inspirado por Espíritos superiores. Fui mandado a Vênus em missão.


PERG ─ Os habitantes da Terra podem lá encarnar diretamente, ao saírem daqui?

 

RESP ─ Ao deixar a Terra, os mais adiantados passam por uma erraticidade mais ou menos longa, que os despoja completamente dos laços carnais imperfeitamente rotos pela morte.


OBSERVAÇÃO: A questão não era saber se os habitantes da Terra podem lá encarnar-se imediatamente após a morte, mas diretamente, isto é, sem passar por mundos intermediários. A resposta foi que é possível aos mais adiantados.


PERG ─ O estado de adiantamento dos habitantes de Vênus permite que se lembrem de sua estada em mundos inferiores e que se estabeleça uma comparação entre as duas situações?

 

RESP ─ Os homens olham para trás com os olhos do pensamento, que reconstitui de relance o passado extinto. Assim, o Espírito adiantado vê com a mesma rapidez com que se move, rapidez mais fulminante que a da eletricidade, bela descoberta que se liga estreitamente à revelação espírita. Ambas contêm em si o progresso material e intelectual.


OBSERVAÇÃO: - Para estabelecer uma comparação, não é absolutamente necessário saber a posição pessoal que se ocupou. Basta conhecer o estado material e moral dos mundos inferiores por onde se passou para lhes notar a diferença.

 Assim, conforme o que nos dizem de Marte, devemos felicitar-nos por não mais lá estarmos, e, sem sairmos da Terra, basta considerarmos os povos bárbaros e ferozes para sabermos que já devemos ter passado por esse estado, para nos sentirmos mais felizes.

 Sobre outros mundos, temos apenas informações hipotéticas, mas é possível que nos mais adiantados que nós esse conhecimento tenha um grau de certeza que não nos é dado.


PERG ─ Aí a duração da vida é proporcionalmente mais longa ou mais curta que na Terra? 


RESP ─ Em Vênus a reencarnação é muitíssimo mais longa que a prova terrena. Despojada das violências humanas, expandida e impregnada da vivificante influência que a penetra, a alma experimenta as asas que a transportam a planetas gloriosos como Júpiter e outros semelhantes.


OBSERVAÇÃO: Conforme fizemos já notar, a duração da vida corpórea parece ser proporcional ao progresso dos mundos. Em sua bondade, quis Deus abreviar as provas nos mundos inferiores. A essa razão junta-se uma causa física: quanto mais adiantados os mundos, tanto menos são os corpos devastados pelas paixões e pelas doenças, que são a sua consequência.


PERG ─ O caráter dos habitantes de Vênus, conforme a vossa descrição, faz-nos pensar que entre eles não haja guerras, disputas, ódios e inveja. 



RESP ─ O homem só se torna aquilo que as palavras exprimem, e seu pensamento limitado é privado do infinito. Assim atribuís até aos planetas superiores as vossas paixões e os vossos motivos inferiores, vírus depositados em vossos seres pela grosseria do ponto de partida, dos quais só vos curais lentamente. As divisões, as discórdias e as guerras são desconhecidas em Vênus, tão desconhecidas quanto entre vós a antropofagia.


OBSERVAÇÃO: Com efeito, por seus vários níveis sociais, a Terra nos apresenta uma infinidade de tipos, que nos podem dar uma ideia dos mundos nos quais cada um desses tipos é o estado normal.


PERG ─ Qual o estado da Religião nesse planeta? 


RESP ─ A Religião é a adoração constante e ativa do Ser Supremo. Mas adoração despojada de qualquer erro, isto é, de qualquer culto idólatra.


PERG ─ Os seus habitantes estão todos no mesmo nível, ou, como na Terra, uns são mais adiantados que outros? Nesse caso, a quais habitantes da Terra correspondem os menos adiantados?


RESP ─ A mesma desigualdade proporcional existe entre os habitantes de Vênus, como entre os seres terrenos. Os menos adiantados são as estrelas do mundo terrestre, isto é, os vossos gênios e os homens virtuosos.


PERG ─ Há senhores e servos?


RESP ─ A servidão é o primeiro degrau da iniciação. Os escravos da Antiguidade, como os da América moderna, são seres destinados a progredir num meio superior ao que habitavam na última encarnação. Por toda parte os seres inferiores estão subordinados aos superiores, mas em Vênus tal subordinação moral não se compara à subordinação corpórea que existe na Terra, pois os superiores não são senhores, mas pais dos inferiores. Em vez de explorá-los, ajudam-nos a progredir.


PERG ─ Vênus chegou gradualmente ao estado em que se encontra? Passou anteriormente pelo estado em que se encontram a Terra e Marte?


RESP ─ Reina uma admirável unidade no conjunto da obra divina. Como as criaturas, como tudo o que é criado, animais ou plantas, os planetas progridem, inevitavelmente. Nas suas variadas expressões, a vida é uma perpétua ascensão para o Criador. Numa imensa espiral, ela desenvolve os graus de sua eternidade.


PERG ─ Tivemos comunicações concordantes sobre Júpiter, Marte e Vênus. Por que sobre a Lua só temos coisas contraditórias e que não permitem se fixe uma opinião?


REP ─ Essa lacuna será preenchida e em breve tereis sobre a Lua revelações tão claras e precisas quanto as obtidas sobre os planetas. Se ainda não vos foram dadas, mais tarde compreendereis o motivo.

                                            


OBSERVAÇÃO: Certamente essa comunicação sobre Vênus não tem os caracteres de autenticidade absoluta, razão por que a damos a título condicional.

 Contudo, o que já foi dito sobre esse mundo lhe dá, ao menos um certo grau de probabilidade, e, seja como for, não deixa de ser o quadro de um mundo que necessariamente deve existir para quem quer que não tenha a orgulhosa pretensão de que seja a Terra o apogeu da perfeição humana:

 é um elo na escala dos mundos e um grau acessível aos que não se sentem com forças para atingir diretamente a Júpiter.


  REVISTA ESPÍRITA — JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS — 1862                    


sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Daniela manda carta pra sua mâe.


 Daniela manda carta pra sua mãe. Clique aqui

A atriz da Globo assassinada em condições terríveis,chegou ao mundo espiritual ainda com os sinais da tortura e das agressões que sofreu antes da sua morte.

 Vamos ver também, o que nosso querido Chico Xavier disse a sua mãe logo após o assassinato de sua filha. Hoje nós vamos levar até vocês a carta psicografada da atriz da Globo Daniela Perez e filha de  autora de diversas novelas da emissora.

 Esse assassinato aconteceu em 28 de dezembro de 1992. O Brasil ficou chocado com o brutal assassinato, e ela estava com apenas 22 anos na época, e detentora de um excelente talento e era convidada pra vários trabalhos seguidamente.

 O seu assassino foi como todos sabem, o também ator, que fazia par romântico com ela na novela "De corpo e alma" na época,Guilherme de Padua e com a ajuda de sua então esposa Paula Thomaz. Aí eu te pergunto: o que leva a uma pessoa que se dizia amiga, e também colega de trabalho fazer uma atrocidade dessa com outro ser humano?

 Será vingança? Inveja? Ou ela veio resgatar alguma coisa nessa encarnação?Daí que essa resposta só o mundo espiritual pode responder. Pelo menos ela diz que teve que passar por isso para a sua evolução. Então quer dizer que foi um resgate né?

 Então nessa matéria, trago pra vocês esse estado mental da atriz, onde ela mandou muitas mensagens depois de anos. Você vai ver que ela mencionou que chegou ao nível mental com muitos hematomas.

 Só para te esclarecer, quando desencarnamos, a depender da sua evolução, nós levamos conosco os sinais do nosso desencarne, principalmente quando esse desencarne é de uma forma violenta.                              



 Então fica uma confusão muito grande em nosso psíquico. Nossa mente ainda está se realinhando com a realidade e por isso fica essa confusão.

Só pra vocês terem uma idéia, tem gente que quando morre, ainda vive em seu plano espiritual no qual foi destinada como se ainda estivesse viva, se comportando como tal por muito tempo. E é assim que acontece com vários desenlaces.

Depois de alguns anos desencarnada, Daniela Perez manda notícias aos seus familiares e amigos através de uma carta. Temos ainda uma passagem em audio de quando sua mãe Gloria Perez e Chico Xavier tiveram um diálogo sobre o que Gloria poderia fazer para evitar que Guilerme de Pádua fosse linchado pela população.

 Essa foi uma entrevista que Chico deu a Gugu Liberato na época. E também vou mostrar a carta em manuscrito,original,que ela mandou.Se quiser ver este vídeo com a entrevista de Gugu Liberato e Chico Xavier,clique abaixo da imagem, onde está escrito:"Clique aqui" que você será direcionado para o vídeo.

Este blog foi criado  pra te incentivar a se melhorar espiritualmente,trazendo exemplos da vida,formas infalíveis pra você conhecer a você mesmo e como fazer pra agradar a Deus, pois, o nosso futuro espiritual depende do que a gente pode fazer aqui nesta vida.

Quem não gostaria de quando morrer tivesse um destino glorioso, sem sofrimento e só de paz e alegria?Então, este canal é pra isso.Te orientar através de exemplos e ensinamentos.Bom pessoal, gostaria de pedir a vocês que  compartilhe .Compartilhar a espiritualidade também é uma atitude altruista. 
                                                        

  A CARTA:                                      
Boa tarde, pessoas e amigos. Vim até vocês hoje para falar, principalmente para minha mãe, que eu estive muito bem acompanhada e que quando você pede, mãe, eu venho e você sabe que eu estou ali para te deixar feliz e alegre.

 Sabe que estou com o avô Aldo de Jesus, um homem bom de alma boa e alegre. Estou em uma colônia, alegre com as crianças, um verde lindo e estou sempre no sítio do tio também. E quando tenho permissão, vou lá ver vocês e fico lá e sabe quem me vê?

 O cachorrinho, ele me olha e se enche de luz. Mãezinha, hoje estou aqui para te deixar tranquila de um problema de saúde que você vai ter, mas não será nada, para de pensar bobeira. Você lembra que dois dias antes do ocorrido eu te disse: 

‘Eu te amo’ e você sorriu e me abraçou feliz? Então, eu estava sentindo algo ruim, mas não queria te preocupar. Com hematomas, fui socorrida pelas almas boas de luz e os socorristas que me ajudaram, e eu sentia muita dor, não sabia onde, mas fui me curando.

 Um homem de barba me ajudou, seu Antônio Agenor, ele me socorreu. Estou escrevendo para dizer que eu já o perdoei aquelas pessoas e o que fizeram comigo e também dizer que tinha uma senhora negra lá também, mas estão perdoados.

 Precisei passar por isso para evoluir, você pode estar achando estranho, mas estou muito bem, reencarno em breve num mundo astral e terreno. Mãe, se cuida. Te amo. Daniella Perez

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Maria de Nazaré resgata Judas no umbral

 



Maria de Nazaré resgata Judas no umbral. Clique aqui 

Após o seu suicídio por enforcamento,o espírito de Judas Iscariotes, encontra-se vagando cegamente sozinho no lamaçal do umbral, no limiar de uma dor profunda, com vergonha e remorso, até que um dia Maria, a mãe de nosso Senhor Jesus, o salvará do martírio em que ele se encontra. Aqui mostrarei um tocante e comovente diálogo entre Maria e Judas.

Essa história quem nos trouxe foi o espírito de Maria Dolores, no livro Momentos de ouro, psicografado pelo nosso querido Chico Xavier. 

Judas Iscariotes foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo e segundo os Evangelhos canônicos, Judas foi o traidor que vendeu Jesus aos soldados romanos por 30 moedas de prata.

 Judas deu um beijo em Jesus para identifica-lo aos guardas que o procuravam e por essa razão, seu nome e a expressão “beijo de Judas” passaram a ser relacionados à traição.

Judas Iscariotes nasceu em Kerioth, na região da Judeia e segundo o Novo Testamento, Judas foi o único dos apóstolos que não nasceu na Galileia.

 Filho de Simão, foi um dos primeiros a juntar-se a Cristo. Por ser o mais instruído, tornou-se o tesoureiro dos Apóstolos, e foi designado para cuidar do dinheiro do grupo.

                                             




Judas Iscariotes é citado nos Evangelhos como o discípulo que identificou Jesus às autoridades romanas com um beijo na testa, acusando-o de ser o rei dos judeus, o Messias que incitava o povo e ameaçava o governo romano.

Jesus foi preso no Monte das Oliveiras, levado aos sacerdotes e depois entregue ao governador romano Pôncio Pilatos e a Herodes.

 Depois de açoitado lhe puseram a coroa de espinho e Jesus foi entregue para a crucificação. Judas, ao ver Jesus condenado, se arrepende e se enforca no galho de uma figueira.

 Uma história muito triste e comovente desse espírito. Mas embora Judas tenha cometido esse crime,você sabia que ele não foi esse traidor que todos ou parte da humanidade acredita?

 Você sabia que sua última reencarnação aqui na terra foi como Joana Darc, onde ele se redimiu do ato contra Jesus? Como também há uma psicografia sobre um diálogo dele com o espírito de Humberto de Campos onde ele relata realmente como tudo aconteceu. Mas isso ficará para outra oportunidade.

 Mas vamos ao diálogo com Maria, Nossa Senhora, mãe de Jusus, e Judas, lá no umbral, quando Ela foi resgatar ele do seu sofrimento.


                                                  




Depois de muito tempo, sobre os quadros sombrios do calvário. Judas, cego no além, errava solitário...

Era triste a paisagem, o céu era nevoento...Cansado de remorso e sofrimento,Sentara-se a chorar...Nisso, nobre mulher de planos superiores,Nimbada de celestes esplendores,Que ele não conseguia divisar,Chega e afaga a cabeça do infeliz.

 Em seguida, num tom de carinho profundo,Quase que em oração ela diz:

- meu filho, porque choras?

Acaso não sabeis? – replica o interpelado,Claramente agressivo.Sou um morto e estou vivo. Matei-me e novamente estou de pé,Sem consolo, sem lar, sem amor e sem fé...

Não ouvistes falar em Judas, o traidor? Sou eu que aniquilei a vida do senhor..A princípio, julguei poder fazê-lo rei, Mas apenas lhe impus, sacrifício, martírio, sangue e cruz.

 E em flagelo e aflição Eis que a minha vida agora se reduz... Afastai-vos de mim, Deixai-me padecer neste inferno sem fim...

 Nada me pergunteis, retirai-vos senhora, Nada sabeis da mágoa que me agita...O assunto que lastimo é unicamente meu...

No entanto a dama calma respondeu:

- meu filho, sei que choras, sei que lutas, Sei a dor que causa o remorso que escutas...Venho apenas falar-te Que deus é sempre amor em toda parte...

E acrescentou serena:

- a bondade de Deus jamais condena: Venho por mãe a ti, buscando um filho amado. Sofre com paciência a dor e a prova. Terás em breve, uma existência nova...

Não te sintas sozinho ou desprezado!

Judas interrompeu-a e bradou, rude e pasmo:

- mãe? Não me venhais aqui com mentira e sarcasmo. Depois de me enforcar num galho de figueira, Para acordar na dor, Sem mais poder fugir à vida verdadeira.

 Fui procurar consolo e força de viver. Ao pé da pobre mãe que forjara o ser!...Ela me viu chorando e escutou meus lamentos. Mas teve medo dos meus sofrimentos.

Expulsou-me a esconjuros, Chamou-me monstro, por sinal Disse que eu era Unicamente o espírito do mal, Intimidou-me a terrível retrocesso, Mandando que apressasse o meu regresso Para a zona infernal de onde eu vinha...

 Ah! Detesto lembrar a horrível mãe que eu tinha...Não me faleis de mães, não me faleis de amor,Sou apenas um monstro sofredor...

Ainda assim – disse a dama docemente: - por mais recuses, não me altero, Amo-te filho meu, amo-te e quero Ver-te de novo a vida Maravilhosamente revestida De paz e luz, de fé e elevação...

Virás comigo à terra, Perderás pouco a pouco, o ânimo violento, Terás o coração Nas águas de bendito esquecimento.

 Numa existência de esperança, Levar-te-ei comigo A remansoso abrigo. Dar-te-ei outra mãe! Pensa e descansa!...

E Judas neste instante. Como quem olvidasse a própria dor gigante, Ou como quem se desgarra De pesadelo atroz,

Perguntou: - quem sois vós? Que me falais assim, sabendo-me traidor? Sois divina mulher, irradiando amor, Ou anjo celestial de quem pressinto a luz?

No entanto ela a fitá-lo frente a frente,Respondeu simplesmente:

Meu filho, eu sou a mãe de Jesus!!!


Extraído do livro: Momentos de ouro pelo espírito de Maria Dolores

Psicografado por: Chico xavier


Veja se você é médium-Continuação

           Veja se você é médium-Continuação.    Clique aqui V ocê é um médium! Acha que não? E se eu disser que todos somos, em escala maio...